Ingestão de álcool durante a gravidez aumenta riscos de anomalia fetal

Qualquer bebida alcoólica consumida pela mãe atravessa a barreira placentária e chega até o bebê.

Alerta!

- Álcool é álcool, não importa se é cerveja, vinho, batida de frutas ou qualquer outro destilado.

- Não há níveis seguros para ingestão de álcool durante a gravidez.

- O consumo de álcool durante o período de amamentação também prejudica o bebê.

- Você pode ajudar a si mesma e a seu bebê. Evite o consumo de álcool caso planeje engravidar ou se já estiver grávida.

Precaução e responsabilidade são atitudes imprescindíveis para a valorização da própria vida. Todos os cuidados freqüentemente citados, como não fumar, não exagerar nas bebidas alcoólicas, ter uma alimentação saudável, se proteger do sol entre vários outros ganham mais peso quando se trata de uma mulher grávida. Um dos pontos ainda polêmicos é a ingestão de álcool durante a gravidez. Apesar de não haver consenso sobre o assunto, existem

inúmeras pesquisas que mostram como a ingestão de álcool pode prejudicar o desenvolvimento do feto.

As principais discussões e divergências sobre esse tema são quanto à quantidade de álcool ingerida. Algumas pesquisas definem, que para fins práticos, os níveis de ingestão de álcool que causam risco fetal são determinados pelo consumo excessivo e regular (intoxicação freqüente, tolerância materna elevada, episódios de abstinência, problemas sociais e/ou médicos decorrentes do alcoolismo) ou pela ingestão episódica exagerada.

O consumo de álcool em qualquer estágio da gravidez representa riscos ao bebê. Quase tudo o que a mãe ingere atravessa a barreira placentária e chega até o bebê, inclusive o álcool. O feto fica exposto à mesma concentração de álcool que a mãe consumiu ou a uma concentração ainda maior, porque o metabolismo e o processo de eliminação do bebê são mais lentos.

Desde a fecundação até o último trimestre de gravidez, o álcool pode interferir no processo de desenvolvimento do feto. Entre os riscos estão:

• abortamento
• anomalias físicas e dismorfismo
• diminuição do crescimento fetal, em especial do perímetro encefálico e do cérebro
• parto prematuro
• recém-nascidos com baixo peso
• Síndrome Alcoólica Fetal

A Síndrome Alcoólica Fetal é caracterizada por anomalias faciais típicas, restrição do crescimento (baixo peso) e anormalidades do sistema nervoso central (alterações estruturais, diminuição do tamanho do crânio, deficiência do desenvolvimento neurosensorial e motor). Há estudos que relatam que o consumo materno de álcool durante a gravidez é, entre os fatores identificáveis, a causa mais comum de anomalia fetal.

Fontes: Artigo “Álcool e Gravidez” do autor Gustavo Andrade de Paulo, cooperado da Unimed Juiz de Fora-MG (publicado na revista WineStyle); Estudo “Avaliação do Consumo de Bebida Alcoólica durante a gravidez” do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiátrica da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (publicado na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) e Instituto de Neurologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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