ANS autoriza reajuste de 6,76%

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabeleceu em 6,76% o índice de reajuste dos planos de saúde. O anúncio foi feito no dia 24 de abril. Apesar de ser um teto acima do fixado em 2008, que ficou em 5,48%, o presidente da Unimed do Brasil ressalta que o índice ainda não contempla o aumento de custos da saúde suplementar e não atende às especificidades regionais.

"O cálculo do reajuste precisa ser revisto. O índice deveria, no mínimo, ser concedido de forma diferenciada por regiões do país, para evitar as implicações no equilíbrio das operações do setor", afirma Eudes de Freitas Aquino.

Com o índice se acumulando sempre muito abaixo do reivindicado pelo setor, a preocupação do Sistema Unimed é com a manutenção da qualidade do atendimento aos 52 milhões de brasileiros clientes dos planos de saúde, considerando uma elevação muito superior do custo da medicina, sempre trazendo implicações para as planilhas de custos das operadoras. "Além disso, em 2008 tivemos o impacto da atualização do Rol de Procedimentos Médicos, que aumentou a cobertura das operadoras. São diversos fatores que ainda não estão sendo levados em consideração em sua totalidade", explica Eudes Aquino.

O índice de reajustes teve vigência em 1º de maio e será aplicado ao longo de 12 meses, devendo ser observada a data de aniversário do contrato do beneficiário. O percentual vale para os planos individuais/familiares, com cobertura médico-hospitalar, celebrados a partir de 1999, ou adaptados à regulamentação da Lei nº 9.656, o que representa cerca de 6,5 milhões de clientes.

Na defesa de um cálculo mais atualizado para evitar o comprometimento financeiro das operadoras, o presidente da Unimed Goiânia, Dr. Sizenando da Silva Campos Jr, endossa as ponderações feitas pelo presidente da Unimed do Brasil. "Não podemos comprometer a qualidade do atendimento médico. Temos que encontrar o equilíbrio dentro dos nossos princípios de não transformar a saúde em mercadoria, preservando o Cooperativismo como uma alternativa mais justa de trabalho e renda".

Fonte: Informe Médico - Unimed Goiânia - Ano XI Nº 136 Abril/Maio de 2009 - pág. 08